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A História do Mundo

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Mensagem por Tigre em Qui Maio 17, 2018 9:34 pm

Superseres existiam desde os tempos mais primórdios da humanidade. Por várias eras, algumas poucas pessoas com habilidades que desafiavam a natureza tornavam-se lendárias dentre seus povos — e, posteriormente, no mundo. Lendas como Rei Arthur, Joana d'Arc, dentre tantas pessoas fantásticas, possuíam habilidades dignas de quadrinhos. Mas, como casos assim aconteciam uma vez, no máximo duas por geração, pouco temos de registros históricos sobre pessoas assim. Isso só começou a mudar em 1940, durante a Segunda Guerra Mundial, com o surgimento do Soviete-Mor.

Em Setembro de 1940, Stalin anunciou a criação do Soviete-Mor, um soldado "perfeito", criado a partir de projetos com um elemento raro na Terra, o dito targaentio, encontrado em minas no norte da Sibéria. O que ninguém sabia era que, na verdade, o projeto do Soviete-Mor foi roubado dos nazistas, que buscavam o primor ariano. E os americanos também tinham posto as mãos neste projeto. Rapidamente, o que já era uma guerra com armas poderosas, passou a ser uma batalha com pessoas poderosas também.

Outras potências da guerra também receberam cópias deste projeto, reproduzindo-o de várias formas. Mas só os americanos criaram uma bomba.

Apesar dos principais envolvidos no front europeu da guerra terem tais soldados especiais em seus batalhões, o custo de produção era altíssimo, e poucas reservas de targaentio terem sido encontradas fora da Sibéria — que já não detinha muitas, o curso da guerra pouco se alterou. Entretanto, um programa secreto dos EUA veio à tona na visão de dois cogumelos de fogo arroxeado vistos num deserto da Califórnia e no interior do Ceará. Os americanos notaram que o targaentio possuía alto potencial explosivo, e teor radioativo quase nulo. E, na noite de 14 de Fevereiro de 1945, a Bomba T, a mesma testada na California e no Ceará, foi detonada sobre Berlim.

Mesmo com a destruição de Berlim — que culminou na rendição alemã, o Japão seguiu com a guerra. Isso culminou no assassinato do presidente Roosevelt, morto por um supersoldado japonês que invadiu Washington e se explodiu na Casa Branca.

Como reação, os EUA detonaram cinco bombas T, devastando as cidades de Hiroshima, Nagasaki, Kyoto, Toquio e Yokohama. Isso provocou o fim da guerra… mas provocaria uma reação em cadeia em escala global anos mais tarde.

O mundo comemorou o fim da guerra, e parecia que tudo iria melhorar… e, em 1948, a União Soviética detonou oito bombas T na Sibéria, mostrando terem desenvolvido a mesma tecnologia. Iniciava-se, ali, a Guerra Fria.

Várias detonações de teste foram feitas entre 1947 e 1952, pelas potências globais. E, em 1953, na cidade de Varsóvia, um grande apagão foi provocado por apenas uma mulher. Uma mulher que detinha super-poderes. Iniciava-se ali a Era dos Vigilantes.

Cientistas britânicos, num estudo publicado no ano de 1952, demonstraram que o targaentio, apesar de ser um explosivo em potencial, não se dissipava tão facilmente. E, com o sucessivos testes de bombas T, havia um grande acúmulo deste elemento, que outrora tinha sido usado para criar poderosos soldados.

Com o targaentio se misturando aos ciclos da água, pessoas com poderes começaram a surgir em vários cantos do mundo. Europa, América, Ásia… Brasil. E, inspiradas nos quadrinhos, começaram a usar seus poderes para ajudar as pessoas, ou apenas em benefício próprio.

No Brasil, o primeiro registro de super-poderes aconteceu em 1953, na cidade de Teresina, quando um homem acabou salvando uma criança ao erguer uma barreira de pedra que impediu um atropelamento. Mas foi em São Paulo que os ditos poderosos tiveram maior visão.

Na maior metrópole do país, vários heróis se destacaram, como os chamados Defensor, Aura de Vento e Traços de Ferro. E, pelas atuações destas pessoas, jornais paulistanos cunharam o termo "despertos", pois parecia, nestes heróis, que ganhar poderes despertou reações inesperadas a pessoas comuns. Mas, se as pessoas se sentiam seguras, a situação política do país não era favorável.

Durante toda a década de 50, com a escalada da Guerra Fria, começou a crescer, no povo, o temor comunista. No fim do anos 50, várias manifestações de caráter anti-comunista tomaram as ruas das cidades, e muitas delas receberam o apoio de despertos.

Em 1961, Jânio Quadros renunciou à presidência, e seu vice, João Goulart, deveria assumir. Mas, por este estar, à época, em visita na China, foi taxado por comunista pelos militares que, com auxílio de despertos voluntários, impediram-no de assumir a presidência.

Em resposta, um acordo foi costurado entre os poderes políticos, e um regime parlamentarista de curta duração foi criado. Jango assumiu como primeiro-ministro, mas um plebiscito em 1963 devolveu a Jango o cargo de presidente.

Mesmo com Jango como presidente, alguns de seus planos de governo eram vistos como comunistas. E, novamente, setores conservadores da sociedade tomaram as ruas, com forte apoio dos EUA, exigindo a retirada de Jango do poder. A crise política se agravou mais ainda.

Em Março de 64, Jango nacionalizou refinarias privadas e desapropriou terras próximas a ferrovias, rodovias e de zonas de irrigação de açudes públicos. Isso desencadeou uma grave crise econômica, levando a um aumento nos índices de violência, ocasionando no aumento da atividade de despertos.

A situação se agravou mais quando a marinha iniciou atos de revolta, em 25 de Março, e despertos que tinham opinião anti-comunista bloquearam estradas de Brasília em 28 de Março de 1964. Em 1º de Abril de 64, por fim, o exército brasileiro cercou as instalações governamentais, e dois despertos militares expulsaram Jango do poder. Iniciava-se, ali, a Ditadura Militar.

No começo da Ditadura, havia a promessa de que a intervenção militar no Palácio do Planalto seria breve, e que logo novas eleições seriam convocadas. Na prática, porém, o presidente Castelo Branco iniciou aquilo que provocaria, anos mais tarde, a maior crise interna do Brasil: os Atos Institucionais.

Apesar de não ser parte da ala mais linha dura do exército, Castelo Branco instituiu o primeiro dos atos que demonstravam endurecimento do regime que ali nascia: o AI-3, que deu maiores poderes ao presidente. Neste ponto, muitos despertos que apoiaram os militares em 64 começaram a duvidar destes. Em 1967, o AI-4 convocou a criação da nova constituição que estabeleceu, dentre seus artigos, o Registro Nacional de Despertos e Vigilantes (Renadev), a ser criado num prazo de três anos.

Contra o Renadev, a grande maioria dos despertos protestaram, chegando a convocar a Greve Desperta de Outubro de 1968, quando houve um boom na taxa de crimes. Isso provocou grandes protestos, e induziu até o Congresso a agir contra os militares. E foi então que, no dia 13/12/68, sob o governo do presidente Costa e Silva, foi criado o AI-5, que, além de dar plenos poderes ao presidente, tornou o vigilantismo proibido, estabelecendo a obrigatoriedade do Renadev aos heróis.

A partir do AI-5, vigilantes começaram a ser caçados nas ruas, e alguns despertos, junto de artistas da época, partiram para o exílio em outras nações. A pior era da história brasileira começava ali.

A repressão, naquele instante, atingia níveis jamais vistos antes. Alguns despertos cadastraram-se no Renadev, mas houve um movimento estrategico, criado pelo desperto de codinome Punho Negro que, em Maio de 1969, colocou dezenas de despertos famosos no Renadev, tornando-os oficiais do exército.

Esse movimento caracterizou um período mais pacífico, sob o governo de Médici. A economia ia bem, e nenhum político era cassado. Entretanto, os anos de paz cessaram após a Revolta do Renadev, em 27 de Fevereiro de 1973.

A chamada Revolta do Renadev foi uma série de ataques coordenados pelo desperto registrado Punho Negro, que destruiu 34 batalhões e levou à morte mais de 1300 militares, dentre eles o general Geisel. Isso motivou os ministros militares a retomar a política dos atos institucionais, parada após o AI-14 de Costa e Silva.

Em 10 de Março de 1973, Punho Negro é assassinado na cidade de Belo Horizonte. E, no mesmo dia, é instituído o AI-15, que extingue o Renadev e cria o Departamento Operacional de Controle de Ameaças, o DOCA. E, dois dias depois, o General Medici renuncia, com uma nova Junta Militar assumindo o comando do país.

Nos três meses em que a Junta Militar esteve no comando, catorze despertos desapareceram, com seus corpos sendo encontrados apenas muitos anos mais tarde. Naquele ano, o general Mariano Cosenza foi indicado como presidente.

Cosenza era parte da chamada "linha dura" do exército, e orquestrou o aparelhamento da Polícia Militar e dos comandos do DOCA, iniciando o período conhecido como a Caça às Bruxas.

Por dois anos, os agentes do DOCA, apelidados de Caçadores, efetuaram diversas prisões de despertos, e também atuaram de forma violenta contra organizações comunistas e artísticas. A repressão contra oposicionistas tomou pontos extremos. O governo não tinha mais medo de ser taxado como não-democrático. Houve, então, o estabelecimento, no interior da Floresta Amazônica, da Cidade-Refúgio de Proterania. Os despertos fugiam para lá, para evitarem a captura pelo DOCA.

Em 1975, todos perceberam que a quantidade de despertos nas ruas era praticamente nula. O presidente Cosenza, então, promulgou o AI-16, que definia que, nas maternidades, exames fossem feitos em bebês para definir o potencial de despertar da criança, estabelecendo acompanhamento total do desenvolvimento das crianças. A medida fez a comunidade internacional pressionar o governo militar, até que Cosenza, no começo de 1976, precisou afastar-se para tratar um câncer. A saída de Cosenza abriu espaço para a nomeação do General Leandro Mattos de Siqueira, da ala moderada do exército, para a presidência do país.

Sob a presidência de Mattos da Siqueira, houve a revogação do AI-5 e o fim da proibição total a despertos. Isdo motivou a cidade-refúgio de Proterania a revelar-se e iniciar negociações com Mattos da Siqueira. As conversas duraram até 14 de Novembro de 1978, dia do assassinato do presidente Mattos da Siqueira pelo misterioso desperto chamado apenas de Soberano.

Proterania negou ser responsável pelo ataque, mas isso motivou a subida do general Augusto Rankowski ao poder, que decretou a prisão de todos os despertos de Proterania e moveu tropas para lá em Janeiro de 1979. Sem escolha, os despertos tiveram que se defender, e acabaram levando doze soldados à morte. E, com o foco do governo nos despertos, movimentos anti-ditadura pegaram em armas. Começou, ali, a Guerra Civíl Brasileira

A Guerra Civil Brasileira foi uma guerra que colocou despertos e movimentos populares contra a ditadura militar, e durou de Janeiro de 1979 até 15 de Novembro de 1982. Neste meio tempo, houveram batalhas tensas, com mortes para todos os lados e destruição em locais como Osasco, ABC Paulista, Zona Oeste de SP, Zona Sul do Rio e em cidades como Porto Alegre, Fortaleza e Brasília. Vários pontos de resistência, como a USP, a UFRJ e a cidade-refúgio de Proterania foram bombardeados, e as táticas de guerrilha assolaram o interior e ameaçavam as grandes metrópoles.

Em 11 de Setembro de 1982, um cessar-fogo foi estabelecido para a visita do Papa João Paulo II, e a presença do papa foi crucial para as negociações de paz. Atuando como mediador, o papa chegou a ter uma longa conversa com o presidente Rankowski, convencendo-o a entregar o poder após a assinatura do Tratado de Manaus, que continha, em seus termos, o seguinte:

• O Governo Militar se propõe a:
— Iniciar a redemocratização, com prazo de 8 anos para sua conclusão total;
— Conceder liberdade a presos políticos;
— Anular ordens de exílio e abolir a pena de morte;
— Reconstruir a USP, a UFRJ e outras instituições destruídas na guerra; e
— Cessar as perseguições políticas.
• O Agrupamento "Luta pela Democracia" se compromete a:
— Repor as perdas provocadas por eles no interior do país;
— Indicar, dentre um grupo de pessoas escolhido pelos militares, o próximo presidente;
— Dissolver células terroristas e entregar estes líderes às autoridades.

Com a assinatura do Tratado de Manaus, o general Felipe Henriques, militar que sempre posicionou-se a favor da democracia, assumiu a presidência, comandando a redemocratização, concluída no fim do mandato de seu sucessor e último presidente militar, o general Marco Antônio Bonfim, em 1990, que convocou eleições diretas e universais, sob a vigência da recém-criada Constituição de 1988. Os despertos, entretanto, decidiram manter-se ocultos, com pouquíssimos heróis agindo, iniciando a Era do Declínio Desperto.
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Mensagem por Tigre em Seg Maio 21, 2018 12:49 am

Introdução

Desde os primórdios da humanidade, pessoas especiais conviveram entre todos, levando esperança ou medo aos corações das pessoas. Muitos foram tratados como deuses caminhando entre humanos, muitos foram tratados como aberrações. Perseguidos, glorificados, premiados... mortos. Obviamente, quem lê um livro de história, jamais imaginaria que essas pessoas não eram especiais apenas por seus atos, mas sim pelo poder que elas tinham dentro de si.

Há relatos, desde sempre, de pessoas que transformavam objetos, que curavam e passavam doenças, de guerreiros que, sozinhos, eram capazes de destruir exércitos, derrubar muros e formar grandes impérios...  o que essas pessoas tem em comum? O poder. Tolos somos nós, que acreditamos que os antigos eram guiados apenas por suas crenças, que descreviam tudo o que viam taxando como magia, como bênção de qualquer deus ou como maldição do pior dos demônios. Como poderíamos saber que, de tapados, eles não tinham nada? Como poderíamos saber que eles falavam tão sério quanto este humilde narrador que vos conta esta história?

Perceberíamos o quão errados estávamos em taxar os antigos como malucos, cegos pela religião, incivilizados e incultos. E tudo isso por causa dos acontecimentos na Segunda Guerra Mundial.
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